sexta-feira, 11 de novembro de 2011



«Era uma vez», é assim que começam as histórias de amor, certo? Era uma vez um príncipe e uma princesa, mas não, eu não era a princesa e tu não eras o príncipe era-mos os dois espectadores que tremiam na plateia, ansiosos pelo final feliz daqueles dois personagens fictícios que criámos na nossa cabeça, onde escondíamos o amor que nutríamos. Escrevemos a nossa história em linhas tortas no meu livro. Acreditei em ti e depositei em ti toda a minha felicidade e de todas as páginas escritas, nunca pensei escrever o fim. Mas aqui estou eu neste teatro a representar a tua vidinha de mentiras. Olha a sério, ovação de pé, mil e um aplausos. As cortinas fecharam, as luzes apagaram e saíste da ribalta, correste para fora do palco com o meu sorriso entre mãos. Espera, e se eu simplesmente já não quiser saber?

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