sexta-feira, 9 de maio de 2014
Fim
Sinto um alívio dentro de mim. Não por não te ver todos os dias, mas por estar a mentalizar-me, pela primeira vez em 2 anos, que esquecer-te não parece assim tanto uma loucura. Loucura foi eu ter estado a tua disposição, usaste-me como um brinquedo, elevaste as minhas esperanças até a um ponto tão alto e do nada as ilusões transformaram-se em desilusões. Não era alguma que eu já não estivesse a espera. Não aconteceu uma vez. Aconteceu uma, duas, três, quatro, cinco, até perdi a conta de quantas vezes me magoaste. Sinto que algo dentro de mim me fez perceber que não és tu que me vai fazer feliz, tiveste essa oportunidade demasiadas vezes e não quiseste nem fizeste por ser "o tal". Podias nem ser aquele que ficaria comigo para o resto da vida, mas poderias ter sido aquele que me fazia feliz no presente, como fizeste em tempos, no passado. Sei e tenho a certeza que desta vez chegou ao fim. Já disse isto tantas vezes que nem em mim própria acredito, mas vou tentar que seja o fim. Não o nosso fim. Mas o fim da dor que me provocas. Lutei com tudo o que tinha, mas todos os lutadores um dia acabam por desistir. Desta vez desisto eu. Se um dia perceberes que o que eu digo não é em vão, luta tu. Ou se te convém desiste também. Tanto faz. Não tenho nada a temer. Sei que o nosso passado foi o melhor que tive. O futuro com o tempo nos dirá. Se o destino assim planear, iremos encontrar-nos num café, no supermercado, ou numa festa algures nas nossas noites de rebeldia. O futuro nos dirá um dia o que fazer. E se tiver que ser ficaremos juntos, caso contrário, desejo o melhor para ti. Desejo-te mais a ti do que a mim, pois cheguei a amar-te mais do que a mim própria. E isso mudou. Eu mudei, tu mudaste, o tempo mudou. Por falar em tempo, não vou continuar a desperdiça-lo a estar aqui a falar de nós. Fica bem, sê muito feliz. Até um dia João
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