quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eu sempre fui apaixonada pela frase “Algumas coisas na vida estão fora do seu controle. Tu podes fazer uma festa ou uma tragédia com elas.” Sempre achei bonitinha essa frase. 
Eu não te dei sorte e o azar foi teu em cruzares-te comigo. Melhor para mim. Há muitas coisas que eu deveria e queria dizer a teu respeito, mas não acho que exista elogios ou boas intenções o suficiente para demonstrar a sensação de infinito que o conhecer-te me trouxe. 
O fato é que eu não sei prometer, mas aproveito para dizer que eu sou inconstante e mesmo assim, moveria constelações para poder ficar contigo. 
Vejo em ti a inocência. Vejo em ti o muito de mim espalhado no mundo, que passa despercebido aos olhos de todos. Maior do que a beleza, existe verdade em ti. 
Eu estou longe de ser aquilo que nasci para ser, e estou mais longe ainda de ser, quem eu desejo ser. Mas uma coisa eu aprendi nisto tudo, eu sou melhor quando estou contigo. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fim

Sinto um alívio dentro de mim. Não por não te ver todos os dias, mas por estar a mentalizar-me, pela primeira vez em 2 anos, que esquecer-te não parece assim tanto uma loucura. Loucura foi eu ter estado a tua disposição, usaste-me como um brinquedo, elevaste as minhas esperanças até a um ponto tão alto e do nada as ilusões transformaram-se em desilusões. Não era alguma que eu já não estivesse a espera. Não aconteceu uma vez. Aconteceu uma, duas, três, quatro, cinco, até perdi a conta de quantas vezes me magoaste. Sinto que algo dentro de mim me fez perceber que não és tu que me vai fazer feliz, tiveste essa oportunidade demasiadas vezes e não quiseste nem fizeste por ser "o tal". Podias nem ser aquele que ficaria comigo para o resto da vida, mas poderias ter sido aquele que me fazia feliz no presente, como fizeste em tempos, no passado. Sei e tenho a certeza que desta vez chegou ao fim. Já disse isto tantas vezes que nem em mim própria acredito, mas vou tentar que seja o fim. Não o nosso fim. Mas o fim da dor que me provocas. Lutei com tudo o que tinha, mas todos os lutadores um dia acabam por desistir. Desta vez desisto eu. Se um dia perceberes que o que eu digo não é em vão, luta tu. Ou se te convém desiste também. Tanto faz. Não tenho nada a temer. Sei que o nosso passado foi o melhor que tive. O futuro com o tempo nos dirá. Se o destino assim planear, iremos encontrar-nos num café, no supermercado, ou numa festa algures nas nossas noites de rebeldia. O futuro nos dirá um dia o que fazer. E se tiver que ser ficaremos juntos, caso contrário, desejo o melhor para ti. Desejo-te mais a ti do que a mim, pois cheguei a amar-te mais do que a mim própria. E isso mudou. Eu mudei, tu mudaste, o tempo mudou. Por falar em tempo, não vou continuar a desperdiça-lo a estar aqui a falar de nós. Fica bem, sê muito feliz. Até um dia João